Lá se vão negros, meninos mulatos
Perambulando vagabundos
Sob o céu plúmbeo escuro
Entre os muros pichados de concreto
Eis-me aqui entre eles
Tão sujos, tão negros, tão brancos
Sempre um mero bobo sempre um mero tolo
Seremos nós, ou serão eles?
Somos tolos maiores da vida
Tão pequenas negras crianças
Que por praga sentimos maldita
Vida! O que será de nós?
O que queres de nós, ingrata?
Somos filhos da sociedade
Somos irmãos do subúrbio
Pais da delinqüência
O que será de nós agora?
Sem roupa, sem casa, sem comida
Somos obcecados pela Vida, animo que nos faz viver
sábado, 3 de julho de 2010
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