I Homens perdidos
Por razões alheias
Olhos vermelhos
A dor que anseiam
II Ódio estampado
Entre mãos cerradas
Ante o oponente vivo
-Porque pátria ingrata?
III homem amado
Luta armada
Contra nada
E contra tudo
IV disputa lacrada
Por mãos canalhas
O irmão duvidoso
Não sabe pensar
V -Oponente à frente
Ordem superior
-avante combatente,
Seu lema é matar
VI -porque pátria ingrata?
Campo de batalha
Sangue que corre
Rio vermelho, cascatas.
VII lagrimas escorrem
Nojo da pátria
Morte ao irmão
Por facada sua
VIII nobres raízes
Infundados países
Orgulho marcado
Pela louca pátria
IX Porque pátria ingrata?
Úmida trincheira,
A espera da derradeira
Luta pela terra
X Mas agora não é a terra
É minha vida
Uniforme oliva
Ódio a guerra
XI Porque pátria ingrata?
Fuzil cruzado no corpo
Com baioneta armada
Capacete de soldado. Louca!
XII Nem uma escolha
Morte no campo
Ou nos muros do quartel
Como herói ou traidor
XIII -quem és para me julgar?
Ódio a farda
Ódio a pátria
Ódio a guerra
XIV mas de que resolvem
Meus lamentos fracos
Morte próxima
Nas mãos de um brado
XV O sangue escorre
Mãe que chora
Soldado louco morre
Antes de sua hora
XVI O brado é Brasil
País do meu peito
Amor e respeito
Soldado servil
sábado, 3 de julho de 2010
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